2. O sonho

José França Conti, governador eleito 93-94, já participara em fevereiro daquele ano – 1993 – da Assembleia Internacional do Rotary em Anaheim, California, EUA.

Essa assembleia é o encontro anual mais importante para o Rotary Internacional sob o ponto-de-vista administrativo. Reúnem-se, nessa ocasião, os governadores entrantes com o presidente eleito do próximo período para receberem instruções e orientação, inspiração e motivação para implementarem os programas e as atividades do Rotary.

Conti lá esteve junto com os demais governadores e o presidente eleito 1993-94 de RI, Robert R. Barth, justamente para esse treinamento.

Barth falou-lhes da preocupação do Rotary em incentivar a expansão do Quadro Social. De acordo com as estatísticas o número de rotarianos em todo o mundo estava diminuindo assustadoramente.

Sob o lema “Acredite no que faz, faça aquilo em que acredita”, Conti voltou a Niterói, trazendo consigo a incumbência de fundar no seu distrito – Distrito 4750 – onze (!!) novos clubes. Uma barbaridade, não?

Mas, sem hesitar, arregaçou as mangas e começou a trabalhar.

Foi nesse momento que Waldenir o procurou, dizendo: “Conti, acabei de chegar de Brasília e fiz minha recuperação num clube diferente: o Rotary Club Brasília Alvorada. E você não pode imaginar: eles se reúnem no Hotel Nacional às 7:40 h para um delicioso café-da-manhã! Conti, precisamos criar um clube de café-da-manhã em nosso Distrito!”

Waldenir também fez contato com Alcir falando-lhe do clube de Brasília e perguntou o que ele, Alcir, achava da ideia de se fundar em Niterói um clube assim.

Tanto Alcir quanto o Governador Conti ficaram empolgados.

Essa sugestão caiu feito uma luva no planejamento do governador que se colocou imediatamente em campo. A ideia – genial – se transformou em sonho. “Onde mais existe um clube no Brasil que se reúne no café-da-manhã? Em nenhum distrito. Então vamos fundar um no nosso distrito. Quem será o meu Representante?” Pensou no nome que Waldenir havia lhe sugerido. Precisava de alguém que já tivesse bastante experiência em Rotary. Um ex-presidente, é claro! Alguém que tenha contribuído para um aumento considerável do Quadro Social de seu clube… Chácar! Alcir Chácar, ex-presidente do Araribóia. As coisas estavam começando a se encaixar. Imediatamente ligou para Alcir.

É Alcir que nos conta: “Lembro-me bem. Em uma noite de agosto de 1993 – não posso esquecer, 2º aniversário do meu filho Hugo – recebia em minha casa um telefonema do Governador José França Conti… Dizia ele: ‘Chácar, tenho uma incumbência para você e o seu clube Araribóia: a fundação de um novo clube em Niterói, reunião pela manhã: café-da-manhã.’”

Estava lançado o desafio.

Alcir Chácar, de pronto, mobilizou-se. Começou a fazer os primeiros contatos. Procurou, nos outros clubes, os companheiros que tinham sido presidentes no mesmo período que ele: Carlos Caldas, do RC Niterói, Waldemar Romano, do RC Niterói Norte, Hélio Abicalil, do RC Niterói Leste, e Paulo Façanha, do RC Niterói Praias Oceânicas.

Convidou-os para uma reunião em sua casa. Queria compartilhar o sonho. Queria conversar com eles sobre a organização de um novo clube e queria fazê-lo no café-da-manhã. Os outros companheiros, no mínimo, devem ter estranhado esse detalhe…

 

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