O passado é um prelúdio

Por quase 40 anos, Mark Daniel Maloney e sua família têm demonstrado que o Rotary conecta o mundo. Agora esse autodenominado viajante alegre e otimista embarca na próxima fase de sua vida: servir como presidente 2019-20 do Rotary International

Faltam duas semanas para o Natal no norte do Alabama e o Rotary Club de Decatur está em plena Yuletide [festival celebrado por povos germânicos nessa época do ano]. No sábado anterior, trabalhando ao lado dos membros de uma igreja em Stone River, os associados ao clube ofereceram a mais de 70 crianças um café da manhã com panquecas e um passeio de compras à loja de departamentos Target. Dois dias depois, na reunião semanal do clube, a banda de jazz Austin Junior High anima as pessoas com canções natalinas, como Santa babyFeliz Navidad e Baby, it’s cold outside. Embora seja dezembro, a temperatura está amena.

Assim que a banda termina, o presidente do clube, Larry Payne, anuncia: “E agora, aquela nossa conhecida pergunta: ‘Em que lugar do mundo está o Mark?’”. A multidão pula, assobia e grita. O homem em questão caminha para a frente da sala e orgulhosamente declara: “Mark Maloney está em Decatur, Alabama!”. As cerca de 120 pessoas na sala vibram com a notícia. Viva o chefe!

Em sua reportagem sobre o passeio à Target, o jornal Decatur Daily cita Mark e o identifica como “associado ao clube”, o que, embora seja verdade, não transmite a amplitude das realizações deste rotariano. Desde que ingressou no Rotary, em 1980, Mark Maloney serviu como governador de distrito, diretor do Rotary International, assessor do presidente, curador da Fundação Rotária, presidente do Conselho de Legislação e presidente da Comissão da Convenção de 2014, em Sidney – e esses são apenas alguns dos cargos que ocupou, todos um prelúdio do seu novo papel de líder: presidente do Rotary International.

“Ele é totalmente qualificado para ocupar o cargo”, afirma Bill Wyker, que conhece Mark há quase 40 anos. “Maloney é um grande comunicador, dono de uma mente brilhante. Além de ter compaixão e de se preocupar com as pessoas. Quer dizer: nele nós temos o pacote completo, a receita do sucesso. Ninguém no nosso clube se surpreende com o fato de Mark ter ido tão longe no Rotary.”

Bill, que sucedeu Mark Maloney como presidente em 1986, se diz inventor de uma tradição no clube: na cerimônia de transmissão do cargo, o novo presidente faz brincadeiras com o antecessor. “Essa cultura ainda está viva e segue forte em nosso clube”, conta. “Por ter bom senso de humor, Mark aceitou a piada. Nós jamais brincaríamos assim se não gostássemos dele e se não o respeitássemos muito.”

Falando da tribuna naquela reunião de dezembro, Mark, que define a si mesmo como “o viajante mais alegre”, falou sobre os lugares que havia visitado na época. Narrou uma excursão iniciada nos Estados de Nevada e Califórnia, e que depois seguiu por Inglaterra, Índia, Cingapura, Indonésia e Taiwan, antes do retorno a Decatur.

(Fonte: Revista Rotary Brasil)