Pensamento estratégico pode ajudar Rotary Clubs a crescer

O que é necessário para tornar seu clube irresistível?

Essa é a pergunta feita por Louisa Horne, instrutora do Distrito 7820, para instigar o pensamento dos líderes, na versão criada por ela do Seminário de Treinamento para Presidentes Eleitos (PETS). Quando foi convidada para ser instrutora distrital três anos atrás, Horne sabia que queria reformular as sessões repletas de informações que os participantes precisavam aprender.

“Em vez disso”, explica a governadora eleita, “aproveitamos os talentos de alguns instrutores altamente qualificados entre nossos associados. Temos pessoas que, por serem educadores de adultos, entendem como a facilitação deveria ser feita e foram capazes de criar uma abordagem muito diferente para ajudar no desenvolvimento dos nossos líderes”.

Os rotarianos deveriam estar pensando no que podem fazer para tornar seus clubes mais interessantes para novos associados. Ter bons projetos humanitários é um caminho. Rotarianos da Tanzânia, acima, realizam um projeto que ajuda pessoas com albinismo a se tornarem financeiramente independentes. (Foto de Miriam Doan)

Horne recrutou o ex-governador Doug Logan para ajudar. Eles deram aos seus seminários o nome de “Treinamento para Líderes de Clubes” (TLC), a fim de enfatizar as mudanças que fizeram e persuadir aqueles que poderiam não querer participar de outro seminário a dar uma chance a esta nova abordagem. Posteriormente, conduziram um workshop na Convenção de Toronto em 2018, e levaram este workshop a outros distritos.

“Fazer” estratégico

A ideia central é levar as pessoas a pensar estrategicamente sobre o que precisam fazer para tornar seus clubes mais atrativos aos associados.

“O declínio no quadro associativo não é o problema, é um sintoma”, adverte Logan. “Então, em vez de nos apressarmos para desenvolver estratégias de recrutamento, queremos que as pessoas comecem a pensar: ‘OK, o que mais está realmente acontecendo aqui?'”.

Logan e Horne recrutam facilitadores com formação em consultoria de gestão ou aprendizado de adultos. Eles usam uma variedade de ferramentas para incentivar o “fazer estratégico”. Os participantes são convidados a criar uma lista do que farão nos próximos 30 dias para ajudar a atingir as metas de seus clubes e decidir como avaliarão as tarefas concluídas. Após isso, fazem outra lista do que farão nos próximos 30 dias para continuar fazendo a diferença.

Sucessão

Os seminários também enfatizam o planejamento de sucessão e a liderança corajosa.

“Isso não é apenas para presidentes e secretários. É para todos os líderes e aspirantes a líderes”, alerta Horne. “Não podemos pensar nisso em termos de ‘meu ano’. A maioria dos clubes precisa ter um plano mais a longo prazo para o que querem realizar e como querem causar impacto. Essas conversas estratégicas precisam envolver gente que possa dar continuidade à tarefa”.

Ao transferir a responsabilidade de uma única pessoa para uma equipe, Horne diz que os clubes podem tornar o papel menos desgastante e mais convidativo. Horne planeja exemplificar essa abordagem em seus clubes usando o título “presidente da equipe de liderança distrital”, em vez de “governador de distrito”.

“Existe uma expectativa de que os líderes de clube e distrito resolvam tudo, e isso simplesmente não funciona”, explica Horne. “É preciso que seja um trabalho de equipe, e é preciso que existam ferramentas muito simples que as pessoas possam usar com eficácia após um treinamento básico.”

(Fonte: Rotary International)