Conheça o presidente eleito de RI Mark Daniel Maloney

Em entrevista realizada por ocasião de sua candidatura ao cargo de presidente do Rotary International, veja as respostas de Mark D. Maloney:

 

1. Qual a sua percepção do cargo de presidente do RI e por que você quer ser presidente?

Perante o mundo rotário, o presidente do RI é responsável pelo avanço da organização. Assim, ele precisa ter experiência em vários setores para identificar os assuntos mais sérios a ser tratados, habilidade organizacional para chegar a soluções e liderança para implementar o plano de ação.
Acredito que meu histórico comprova que tenho as qualidades acima para exercer o cargo. Quando fui presidente de clube, motivei meus companheiros a trazerem 30 novos associados. Quando fui governador, liderei meu distrito na formação de três novos clubes, no crescimento de 8% do quadro associativo e no aumento de 63% do nível de doações à Fundação. Quando fui diretor, propus uma solução ao problema de seguro para os clubes americanos. Junto a outros curadores, formulei o Plano Visão de Futuro. Tive papel central no estabelecimento da Comissão de Gestão Responsável da Fundação, apresentei o programa piloto WASH nas Escolas e continuo tratando de assuntos importantes para o Rotary à frente da Comissão de Revisão das Operações.

 

2. Que mudanças você gostaria de ver na estrutura de governança do Rotary International e por quê?

Precisamos de pessoas de mente aberta e com as qualidades certas atuando em nome do Rotary. Para facilitar a governança da organização, devemos continuar a prática de identificar os rotarianos mais capazes para integrarem nossas comissões. Eles devem ser indicados com base em seu histórico e experiência que sejam relevantes à comissão que desejam integrar. Suas qualificações devem ser avaliadas pela banca selecionadora, que encaminhará os melhores candidatos ao presidente do RI. Por sinal, os membros da banca selecionadora devem ser neutros quanto à escolha final dos integrantes das comissões, pois a seleção deve se dar por mérito.
Os diretores devem ter liberdade para atuar e agir independentemente visando o melhor para o Rotary como um todo, sem medo de retaliação do presidente ou dos demais diretores. Na presidência da Comissão de Revisão das Operações, propusemos melhores práticas e normas para apreciação do Conselho Diretor do RI visando institucionalizar discussões abertas e minimizando a influência do presidente. Se for escolhido para a presidência, prometo dar suporte à liberdade de atuação e expressão dos diretores.

 

3. Como você asseguraria a continuidade dos trabalhos entre o presidente, presidente eleito, presidente indicado e a Secretaria do RI?

Se escolhido, desde o começo eu me dedicarei às ações e decisões tomadas por meus antecessores. Eu garantiria ainda mais a continuidade dos trabalhos e o propósito em comum do presidente, presidente eleito, presidente indicado e chair da Fundação, realizando no mínimo uma reunião por trimestre entre nós e o secretário-geral. Estes administradores devem cuidar para que a ênfase defendida por cada um se enquadre no Plano Estratégico e seja coordenada de forma a garantir uma boa transição de uma liderança para outra.
Eu promoveria boas relações entre os administradores principais do Rotary e a Secretaria, tratando todos os funcionários com profissionalismo e respeito. Faria o possível para que os voluntários e os funcionários se sentissem parte da mesma equipe e pediria sempre a opinião dos funcionários em relação a novas iniciativas.

 

4. O quadro associativo do Rotary está crescendo em algumas partes do mundo e diminuindo em outras; como você trataria as áreas onde ele está diminuindo?

Temos que atrair mais mulheres ao Rotary. As mudanças nas regras relacionadas ao quadro associativo adotadas pelo Conselho de Legislação de 2016 têm que ser implementadas para dar foco ao recrutamento de jovens, incluindo rotaractianos. Estamos perdendo muitos rotaractianos talentosos, que não se associam a Rotary Clubs.
Precisamos de um grupo permanente formado por rotarianos cujo compromisso seja atrair associados. Este grupo deve existir nos clubes por meio de uma comissão formal e implementação de planos de ação. A responsabilidade e prestação de contas pelo trabalho deve caber a líderes distritais e também zonais. A implementação do processo, não apenas o resultado dos números de associados, deve ser um dos requisitos para se ganhar a Menção do Rotary e outros reconhecimentos para que o plano se materialize e deixe de ser somente um texto bem escrito. Eu lideraria pessoalmente o processo de planejamento para o estabelecimento desta estrutura, em consulta com líderes rotários das áreas que mais precisam crescer, e em colaboração com os funcionários.

 

5. Que sugestões você daria a clubes com associados mais velhos ou pouca diversidade para ajudá-los a admitir novos associados que reflitam melhor suas comunidades?

Eu recomendaria a estes clubes que voltassem sua atenção ao sistema de classificação para recrutar novos associados. Há décadas que este sistema tem propiciado diversidade no quadro associativo e isto é um ponto forte. O sistema de classificação deve representar a área em que o clube está inserido e ser componente-chave na estrutura de comissões do clube, como mencionei no item 4. Esta comissão deve incluir rotarianos veteranos e novatos. Usando o sistema de classificação, a comissão deve encontrar líderes profissionais e executivos de todas as idades e ramos, que tenham potencial de ser rotarianos. Isto deve ser um processo permanente, e não uma campanha de um ano.
Ao focarem no recrutamento de mulheres e jovens, tais clubes não devem se esquecer daqueles que estão em vias de se aposentar ou que se aposentaram recentemente. Considerando a longevidade humana e o perfil dos idosos em diferentes países, este segmento é muito importante e não pode ser ignorado.