Campanha incentiva redução do uso de sacolas plásticas

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Campanha incentiva redução do uso de sacolas plásticas

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Quinhentos milhões de sacolas plásticas são consumidas por ano no Brasil e menos de 1% é reciclado. Para mudar essa realidade, o Estado do Rio de Janeiro está desenvolvendo ações para incentivar a mudança de hábito dos cidadãos fluminenses. Com isso, desde o ano passado mais de 600 milhões de sacos plásticos deixaram de ser despejados em rios e lixões no Rio. A Secretaria do Ambiente realiza uma fiscalização para que o comércio cumpra a Lei 5.502/2009, que determinou a redução do uso de sacolas plásticas e a substituição por bolsas retornáveis e reutilizáveis no Estado. As micros e pequenas empresas terão de um a dois anos para adotar a lei. Para os estabelecimentos de médio e grande porte, a lei já está valendo.

De acordo com o presidente do Instituto do Meio Ambiente (Inea), Luiz Firmino, a ideia é fiscalizar os estabelecimentos sem que seja necessária a aplicação de multas. “O uso do saco plástico é desenfreado: usam para colocar as compras e para depositar seus lixos. Queremos acabar com a banalização, diminuindo o uso. A lei já está em vigência para supermercados e farmácias grandes, com advertências e até multas, que podem chegar a 100 mil UFIRs. O Estado do Rio é o primeiro do Brasil a adotar uma legislação que impõe uma mudança de comportamento”, ressaltou.

Para facilitar a disseminação da proposta ecologicamente correta, os consumidores conscientes que não utilizarem os sacos ganharão descontos. A cada cinco itens comprados, haverá um abatimento de R$0,03 no valor total da compra. O consumidor que devolver sacolas receberá, a cada 50 unidades, um quilo de arroz ou feijão. “O espírito da lei beneficia a todos: o estabelecimento não perde dinheiro e a população muda seus hábitos aos poucos. O comerciante terá ainda outra opção e poderá fornecer uma sacola mais resistente que possa ser usada no mínimo vinte vezes. Eles escolhem uma das três opções para cumprir a lei e afixar um cartaz no local informando sua escolha ao consumidor”, explicou o presidente do Inea.

(Fonte: Revista “O Lojista”, Niterói, CDL, Agosto 2010)

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