Começa a campanha nacional contra a poliomielite

Jornal Folha de Niterói, Cidade, p.2

Objetivo é vacinar mais de 14 milhões de crianças

“Não dá pra vacilar. Tem que vacinar.” é o slogan da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite que está sendo realizada neste sábado, dia 20, e tem a segunda etapa marcada para 22 de agosto. O Ministério da Saúde, em parceria com as secretarias estaduais e municipais de Saúde, desenvolvem a campanha com a meta de imunizar cerca de 14,7 milhões de crianças, o que representa 95% do público infantil menor de cinco anos (25.467 crianças niteroienses). A Secretaria Municipal de Saúde de Niterói abre oficialmente a primeira etapa na Policlínica Regional Renato Silva (PRE), na Engenhoca. A listagem das unidades que terão postos de vacinação pode ser obtida no site www.saude.niteroi.rj.gov.br

“Atualmente, a importância da vacina é manter o país livre da circulação do vírus que ocasiona a doença. As gotinhas não têm contra-indicações. A aplicação não provoca dor e a vacina é a única prevenção”, explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Maria Arindelita Arruda. De acordo com o diretor da PRE, Carlos Alberto, a idéia é transformar o evento, sempre associado a dor e choro, em uma verdadeira festa. Para isso, serão distribuídas bolas de gás e um grupo de animadores e palhaços promete alegrar a criançada, com música e brincadeiras.

Ao todo, 115 mil postos de vacinação participarão da mobilização no país, além de cerca de 350 mil pessoas e utilização de aproximadamente 40 mil veículos (terrestre, marítimos e fluviais).  Em Niterói, serão mobilizados cerca de 900 profissionais, que atuarão em aproximadamente 90 postos de vacinação, distribuídos por todas as unidades básicas de Saúde, policlínicas comunitárias e regionais, módulos do programa Médico de Família, escolas, clubes, igrejas e creches do município até as 17h.

A coordenadora de vigilância em Saúde, Ana Eppinghaus, lembra que a poliomielite ou “paralisia infantil” é uma doença infecto-contagiosa viral aguda, caracterizada por quadro de paralisia flácida, de início súbito e que ataca em geral os membros inferiores. “A transmissão ocorre principalmente por contato direto pessoa a pessoa, fazendo-se a transmissão pelas vias fecal-oral ou oral-oral, esta última através de gotículas ao falar, tossir ou espirrar”, alertou.