Remédio contra dengue

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Remédio contra dengue

Por João Ricardo Gonçalves, Terra on line

Anvisa registra composto homeopático feito com veneno de cobra que facilita recuperação da doença e ajuda a preveni-la

Rio – Já está à venda nas farmácias do Rio o primeiro remédio que ajuda a combater os sintomas da dengue. Trata-se do Proden, aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim do ano passado. Segundo o médico que desenvolveu o medicamento — um composto homeopático que tem em sua composição veneno de cascavel — testes mostraram que o remédio facilita a recuperação da doença e ajuda a preveni-la.

De acordo com o registro da Anvisa, a versão em comprimidos do Proden ameniza os sintomas da dengue e pode ser comercializada sem receita médica. “Ela não causa efeitos colaterais e reduz muito o tempo de recuperação dos doentes”, explicou o farmacêutico Ezequiel Viriato, do Laboratório Homeopático Almeida Prado. Ele faz um alerta: “Não significa que as pessoas com sintomas devem deixar de ir ao médico e parar de combater o mosquito”.

O remédio foi desenvolvido pelo pesquisador da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e médico Renan Marino. A idéia de fazer o composto surgiu durante uma epidemia em São José do Rio Preto, onde pacientes que haviam contraído os tipos 1 e 2 da dengue estavam pegando o tipo 3. “Os sintomas são semelhantes, embora em intensidades diferentes”, disse Marino.

Segundo o médico, 80% de um grupo de 20 mil pessoas para o qual foi distribuído o medicamento não tiveram a doença, o que indica que, apesar de não ser uma vacina, o Proden pode prevenir a dengue. A dosagem para o tratamento e prevenção, entretanto, é diferente.

Marino explicou a presença do veneno de cobra: “Uma pessoa que é picada tem hemorragia. Quando o veneno é usado em medidas homeopática, ele reverte esse efeito. Isso era conhecido na literatura médica, mas fizemos testes em ratos mostrando que os animais tratados com o composto recuperavam plaquetas sangüíneas”.

Usado pela Prefeitura de Macaé durante uma epidemia, o remédio já é bastante procurado no Rio, onde é vendido por preços entre R$ 30 e R$ 34. “Recebi ontem e já vendi três”, contou o gerente de uma farmácia no Centro, Luiz Costa, 60 anos. Ele não descarta usar o remédio: “Ano passado, minha filha e sobrinha tiveram a doença. O número de plaquetas delas desceu muito. Ainda bem que este ano parece ter menos casos”.

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